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Bilinguismo

Educação Bilíngue

Bilinguismo

A Bee Happy, apesar de ser uma escola bilíngue, segue a estrutura curricular estipulada pelo MEC. Aqui o aprendizado de dois idiomas, simultaneamente, nada mais é do que uma ferramenta de aprendizagem na qual as crianças podem se desenvolver globalmente.

Abaixo respondemos algumas dúvidas mais frequentes. No entanto, é importante que você venha conhecer a escola!!

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O QUE É BILINGUISMO DE IMERSÃO?

A Bee Happy é uma escola bilíngue de imersão, ou seja, nela nos comunicamos a maior tempo em inglês. De acordo com Baker (2001), para assegurar que as crianças sejam capazes de ouvir, entender e se comunicar na segunda língua é necessário que a imersão aconteça entre 4 e 6 horas por dia.

Utilizamos uma abordagem conhecida como “Communicative Approach”. Este método, segundo Richards e Rogers (1986), propõe uma abordagem da língua inglesa através de situações cotidianas comuns ao universo do aluno, ou seja, ele pratica o idioma em situações reais de comunicação através da contextualização, construindo um significado. Assim, ensinamos a criança a se comunicar de maneira natural, sem dificuldades ou sotaques, da mesma forma como aprendeu sua língua materna.

Estudos atuais apontam que quanto mais cedo a criança entra em contato com uma segunda língua, mais efetiva será esta aquisição (Baker, 1989). Nas crianças pequenas, o hemisfério esquerdo do cérebro ainda está estabelecendo conexões neuronais, por isso, elas aprendem uma segunda língua com mais facilidade e adquirem uma pronúncia mais aproximada com a dos nativos da língua (Brown, 1980).

Crianças aprendem uma língua através das interações sociais vivenciadas. Constroem o conhecimento da língua ouvindo outras pessoas e aprendem as construções verbais adequadas a medida que aprendem a falar. Com uma segunda língua não é diferente. No início irão memorizar algumas frases e palavras, depois começam a montar frases, cometem erros, mas isso faz parte do processo de aprendizado. É normal que neste início a criança continue utilizando a língua nativa. Logo após haverá um período não-verbal, em que a criança, observando e escutando os professores, começa a entender as frases e comandos na segunda língua, mas ainda não se sente confortável vocalizando. Depois, como se estivessem aprendendo a falar novamente, irão usar frases feitas até conseguirem se expressar na nova língua. Não se preocupe se, ocasionalmente, a criança misturar as dois idiomas, isso é normal. Isto ocorre, geralmente, quando a criança está tentando clarificar uma idéia ou ambiguidade, ou então, quando estão tentando comunicar uma expressão que ainda não sabem na segunda língua (Garcia, 2002).

A Bee Happy trabalha o conteúdo acadêmico nas duas línguas, isto porque, o aprendizado de um novo idioma deve ser contextualizado e ter sentido. Seguindo a pedagogia de projetos, os professores são capacitados para planejar as aulas em torno das quatro habilidades da língua: ouvir, falar, ler e escrever, apreendendo todo o conteúdo desenvolvido.

Os pais não precisam se preocupar se não falam inglês. Nosso programa tem suporte suficiente à aquisição da linguagem, para que isto não seja um problema. Como pai ou mãe, você ajuda fazendo perguntas, mostrando interesse e se envolvendo no aprendizado de seus filhos. Ainda, é importante que você não seja exigente demais em relação ao aprendizado da segunda língua. Lembre-se: cada criança tem seu próprio tempo e maneira de aprender.
De acordo com Baker (2001), conceitos, habilidades e significados aprendidos na língua materna são intercambiáveis com a segunda língua. Ou seja, uma vez que a criança possui um determinado vocabulário e estruturas da língua, não haverá problemas para transferir os conceitos de uma língua para outra.

Ao perguntar a uma criança bilíngue “what did you have for lunch?” (O que você comeu no almoço?), ela poderá responder: “rice, beans, carne e batata”. Não houve uma confusão entre os idiomas, o que de fato acontece é que o cérebro acessa as palavras mais evidentes no momento. Caso seja questionado: “carne, batata, I don’t understand!”, ela acessará o vocabulário pertinente, fazendo a tradução.
Para caracterizarmos um ambiente de imersão, é necessário que a criança esteja exposta à segunda língua por um período mais longo. Na Bee Happy, a partir dos 2 anos, 80% das atividades curriculares acontecem em inglês, visto que as crianças estão em contato com a língua portuguesa no ambiente familiar. A partir do 1st Cycle (Ensino Fundamental), aproximadamente metade da rotina das crianças acontece em inglês e eles são biletrados, ou seja, aprendem a ler e escrever nos dois idiomas.

Confira na tabela abaixo, o tempo dedicado ao ensino da língua inglesa nos diferentes eixos:

Baby Bees I e II – bebês de 4 meses a 2 anos
50% de atividades na língua portuguesa e 50% na língua inglesa
Bumblebees e Busy Bees – crianças de 2 a 5 anos
20% de atividades na língua portuguesa e 80% na língua inglesa
1st Cycle – crianças de 6, 7 e 8 anos
53% da grade curricular na língua portuguesa e 47% na língua inglesa

Crianças constroem o conhecimento da língua ouvindo as pessoas e aprendem as construções verbais corretas à medida que aprendem a falar. Segundo Grolla (2000), se uma criança brasileira é levada para a China, ela aprenderá chinês; se uma criança chinesa é levada para a França, ela aprenderá francês. Assim, a língua que os pais falam não determina a língua que a criança falará, mas sim, a língua que é falada ou sinalizada ao seu redor. Portanto, as crianças aprenderão a falar a língua a que estiverem expostas.


Na Bee Happy, a alfabetização não se caracteriza como um processo a ser alcançado antes dos 6 anos. No 1st Cycle, as crianças aprendem a ler, preferencialmente, em sua língua materna, que é a dominante. Elas são biletradas, ou seja, aprendem a ler e escrever simultaneamente em inglês e português. Nesta turma, todo o trabalho é pautado em um ensino investigativo, onde as crianças partem de um problema para encontrar uma solução. E durante esse período de descoberta, o aprendizado é internalizado.